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Publicado em 16/09/20 às 15:53:00

Uma Trilha de Longo Curso na Região Pegadas no Cerrado?

Podemos Sonhar?

Uma Trilha de Longo Curso na Região Pegadas no Cerrado?

Por que não uma trilha de longo curso, ligando o Parque Nacional das Emas e as Nascentes do Rio Araguaia ao Caminho de Cora Coralina, que faz parte do Caminho dos Goyazes, colocando a Região Pegadas no Cerrado no Mapa do Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso? Temos as condições e prerrogativas para pleitear? Que tal arregaçarmos as mangas e encamparmos esse projeto, que sem dúvida terá grande impacto no turismo de nossa região?

Trilha do Vale Encantado - Foto Alex Martins

O Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso, inspirado nos sistemas de trilhas de longo curso estadunidense (National Trails System) e europeu (European long-distance paths), tem como objetivo conectar as diferentes unidades de conservação do país. Uma iniciativa conjunta do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de grupos de voluntários e da sociedade civil organizada, o projeto está inserido no contexto do Programa Nacional de Conectividade de Paisagens (Conecta) instituído pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) a partir da Portaria nº 75 de 26 de março de 2018.

A princípio, os sistemas de trilhas surgiram com o intuito de proporcionar recreação e geração de renda através da integração dos usuários e visitantes de áreas protegidas e das comunidades locais. Eventualmente, os benefícios ecológicos e ambientais também se tornaram parte da proposição e finalidade de implementação do Sistema, uma vez que a fauna também se utiliza das trilhas. Desta maneira, a conectividade de paisagens por meio de trilhas de longo curso ganhou relevância como estratégia de conservação, haja vista que um dos principais fatores que ameaçam a biodiversidade é a fragmentação dos habitats. A migração da fauna entre áreas protegidas garante a manutenção do fluxo gênico e a variabilidade genética.

Trilha do Morro da Mangaba - Foto alexandre Trilhas do Cerrado.

O aspecto da geração de renda se mostra na oportunidade que propriedades estabelecidas por onde passarão os corredores terão em dar uso econômico às suas áreas pela oferta de serviços, como camping e alimentação para os visitantes. Estima-se que a cada 15-20 km de trilha é necessário um ponto de pernoite e alimentação.

O sistema europeu foi projetado para incluir vilas e povoados em seus traçados com o propósito de impulsionar o comércio local, como o estabelecimento de pousadas, albergues, restaurantes e lojas de equipamentos de montanha. É composto por 12 trilhas de longo curso denominadas E-Paths (E1 a E12), onde cada uma é constituída por trechos menores: rotas que fomentam o desenvolvimento regional a partir do turismo ecológico. Um modelo que podemos seguir de acordo com nossas reais necessidades e disponibilidades.

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Região do Pinga Fogo em Mineiros - Foto Alex Martins

Da mesma maneira, o Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso está implementando, inicialmente, 5 grandes corredores ou Trilhas de Longo Curso Nacionais, sendo elas:

  • Corredor Litorâneo, que ligará os municípios Oiapoque e Chuí, localizados no extremo norte e extremo sul do litoral brasileiro, respectivamente.
  • Caminho dos Goyazes, que conectará a cidade de Goiás Velho até o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), passando pelo Distrito Federal.
  • Caminhos do Peabiru, que ligará o Parque Nacional do Iguaçu (PR) ao litoral paranaense.
  • Caminhos Coloniais, seguindo rotas usadas desde o período colonial e imperial, localizadas entre o litoral do Rio de Janeiro e a Chapada dos Veadeiros, onde se conetarão ao Caminho dos Goayzes.
  • Trilha do Velho Chico, da nascente à foz do Rio São Francisco.

Cada grande corredor é composto por trilhas de longo curso regionais nas quais o fim de uma coincide com o início da imediatamente seguinte. A existência dos percursos regionais é relevante pois permite ao praticante caminhar por períodos cujas durações – sete dias, quinze dias ou vinte e oito dias – são compatíveis com o tempo de férias do caminhante.

Almoço caipira no Recanto do Vale -Foto Alex Martins

Dessa forma, buscaríamos um trajeto que nos ligasse ao Caminho dos Goyazes, encontrando com o Caminho de Cora Coralina, conectando toda nossa região ao restante dos percursos, abrindo a possibilidade da Região das Nascentes do Rio Taquari e do Pantanal (MS) juntarem-se a nossa trilha, aumentando significamente o trajeto e ligando diferentes regiões. O objetivo desse texto é levantar essa possibilidade e buscar a mobilização necessária junto aos órgãos competentes, para levarmos adiante a ideia, plantar uma semente.

Fonte Wikiparques de 4/9/2018

Entendendo o Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso.

Por Gabriel Breves e Pedro da Cunha Menezes.

Primeiro e último parágrafo por Alex Martins.

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