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Publicado em 12/08/20 às 13:10:00

Exposição Fotográfica - Serra Dourada

Os Cinturões de Rochas Verdes

Exposição Fotográfica - Serra Dourada
Serra Dourada - Eliane de Castro

Eliane de Castro

Artista visual, fotógrafa e documentarista, nasceu em Goiânia, se  formou no curso de Fotografia da PUC Goiás em 1979. Montou seu primeiro estúdio de fotografia na década de noventa, dando início às atividades fotográficas na área social e jornalística. Entrou no audiovisual em 2010 exercendo variadas funções e como diretora de fotografia produziu em 2014, em parceria com a diretora e roteirista Gisela Maria, o documentário longa metragem “O Divino e Sua Corte”. Em 2019 lançou o projeto fotográfico “Cidades Históricas Goianas” e publicou o volume I - “Goiás: Minha Confissão de Amor” em parceria com o escritor Ademir Hamú, impresso na gráfica e editora Kelps. Ministra workshops de fotografia e na direção da produtora Angico Imagens produz vídeos autorais e institucionais para empresas públicas e privadas. É responsável pelo departamento de comunicação do Instituto Altair Sales, colaboradora da Enciclopédia Virtual do Cerrado, do site  Guia Turístico de Goiás e da revista impressa People Magazine.

“A fotografia tem o poder de ilustrar modos de pensar e ver o mundo gerando conteúdos que atravessa todas as fronteiras, inclusive as do tempo”.

Aqui, seu texto de apresentação:

Para iniciar este motivador projeto de apresentar as belezas do nosso lendário Estado de Goiás, vou começar pelo começo.

Segundo estudos científicos, Greenstone Belts, os Cinturões de Rochas Verdes é o nome dado a uma associação de rochas metavulcânicas e metassedimentares que foram as primeiras formações rochosas a emergirem no nosso Planeta e que chegam a ter nada menos que quatro bilhões de anos antes do presente, ou seja, são um pouco mais jovens que a Terra que possui quatro bilhões e seiscentos milhões de anos antes do presente.

 Esses tipos de formações rochosas são responsáveis por grande parte de depósitos minerais ao redor do mundo, entre eles o cobiçado ouro, a prata, o chumbo, o níquel e muitos outros. Estes Cinturões de Rochas Verdes existem em vários lugares do nosso Planeta, inclusive aqui em Goiás_acreditem!_ em vários pontos, como Serra de Jaraguá, Serra do Corumbá, Serra do Tombador na Chapada dos Veadeiros; Caldas Novas, Pilar de Goiás e  a enigmática Serra Dourada onde se situa nossa primeira Capital, a formosa Cidade de Goiás. Não por acaso, são cidades que surgiram por conta da busca do minério mais procurado pelo Homem, o ouro.

Quando tomei conhecimento desta, que julgo importante informação, fiquei surpresa e ao mesmo tempo empolgada ao saber que estamos rodeados por formações rochosas tão antigas, mas ao mesmo tempo encabulada em pensar que tal informação deveria estar sendo divulgada incessantemente por todos os canais possíveis da mídia impressa, digital e inclusive (e principalmente) nas salas de aula de várias etapas escolares, visto que nossa memória é deveras curta.

Na minha percepção, este fato poderia ser um dos principais atrativos para assegurar visitações turísticas de todas as faixas etárias e classes sociais e intelectuais, pois, por infinitamente menos do que isso outros países atraem turistas de todas as partes do mundo movimentando a economia do setor turístico.

Pisar em rochas tão antigas; observar sua vegetação que ainda persiste; surpreender-se diante do mistério das figuras animalescas em suas formações; sentir-se pertencente a uma região que já viveu tantas histórias, histórias até inimagináveis, é com certeza um momento e um evento especial. Para nós, leigos, a idade de quatro bilhões de anos é tão misteriosa quanto imensurável.

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